A Justiça concedeu liberdade à soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França, investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, em Salvador. A decisão foi proferida no dia 2 de outubro e confirmada pela Polícia Militar na sexta-feira (9). Apesar da soltura, a policial ficará afastada das funções por um período inicial de 180 dias.
Valdilene estava presa desde 4 de agosto, após investigações sobre a morte do comerciante, ocorrida em 23 de julho, na localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão. Ela integrava uma guarnição da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) envolvida na ocorrência.
Além do afastamento das atividades policiais, a decisão judicial estabelece outras medidas cautelares. A soldado está proibida de manter contato com familiares da vítima e testemunhas do caso, além de ter restrições de acesso à localidade onde ocorreu a morte. O descumprimento das determinações poderá resultar em novas medidas judiciais.
Leonardo Gil Lima foi baleado durante uma ação policial e chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, mas não resistiu aos ferimentos. A morte provocou manifestações de moradores e familiares, que cobraram esclarecimentos sobre a atuação dos policiais.
A investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) utilizou imagens de câmeras corporais dos agentes e laudos produzidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os elementos reunidos durante a apuração fundamentaram as medidas adotadas contra a soldado.
A concessão da liberdade não encerra a investigação nem representa absolvição. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte, enquanto a Polícia Militar conduz um procedimento administrativo para avaliar possíveis responsabilidades disciplinares dos agentes envolvidos.
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