O Conselho de Supervisão da Meta afirmou nesta terça-feira (20) que a empresa apresenta falhas recorrentes na moderação de conteúdos eleitorais. O órgão independente cobrou mais transparência, consistência na aplicação das regras e mecanismos que reduzam bloqueios indevidos durante campanhas.

Na avaliação do conselho, erros podem ocorrer tanto pelo excesso de aplicação das políticas, com restrição a manifestações políticas legítimas, quanto pela fiscalização insuficiente, capaz de comprometer a integridade do processo eleitoral.

O órgão citou as restrições técnicas que atingiram contas de anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o conselho, o caso deveria ter sido encaminhado para análise de especialistas internos. A Meta atribuiu os episódios a problemas técnicos e nega favorecimento político.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral, a empresa informou que adotou 17 medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Entre elas está a revisão humana prévia das contas de anúncios dos dois candidatos. Restrições automáticas devem ser analisadas em até duas horas até o segundo turno, marcado para domingo (25).

A manifestação do Conselho de Supervisão também cobra indicadores públicos capazes de mostrar a eficácia das políticas de integridade eleitoral e identificar as principais falhas na moderação.

Fontes: Conselho de Supervisão da Meta, Meta, Tribunal Superior Eleitoral, Reuters, Associated Press, Folha de S.Paulo e Mais Região.